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a minha viagem de comboio

07 Dez
07.12.2018

Tendo não como referência Porto, mas a cidade onde habito decidi, impulsionado pelo artigo “A viagem de comboio mais longa do mundo começa em Portugal” fornecido pela colega Joana Matos, traçar a minha quase ideal viagem de comboio.

Com partida de Barcelos com destino a Viana do Castelo teria viajado 31,2 km. Aí poderia retomar a viagem com destino a Vigo-Guixar e seriam mais 91,1 km (total de 122,3 km). 

Em Vigo teria de me preparar para um viagem de mais de 6 horas até Madrid-Chamartin e para percorrer 610.3 km

Chegado aqui poderia optar pelo norte de França e ir encontrar Biarritz ou optar pelo sul de França e passear os olhos por Perpignan na Côte Vermeille. Ir a Paris seria uma opção cosmopolita, mas percorrer outros trilhos seria a minha escolha. Assim, teria um curto passeio (7,7 km) de Madrid-Chamartin a Madrid-Puerta de Atocha para apanhar o comboio até Perpignan numa viagem de 807,2 km. Depois de um total de 1.547,50 km teria já cruzado duas fronteiras e estaria em França – voilá!

Em Perpignan continuaria a utilizar as linhas mais perto do mar e passando por Montpellier Saint-Roch, Marseille Saint-Charles cruzaria a Côte d’Azur, a famosa French Riviera (Cannes, Nice), até mergulhar em Génova (Itália) numa viagem de 735,9 km

Em Itália o que escolher? Descer a bota até Brindisi e apanhar um ferry para Tirana? Ou esquecer Itália? O mais sensato para evitar a utilização ao indispensável de outros meios de transporte seria ir até Veneza. Escolha feita – comboio de Genova Piazza Principe até à estação de Venezia S. Lucia e seriam mais 404,1 km. Veneza local ideal para descansar até avançar para Trieste numa viagem de 153,1 km para, depois, arrancar para Zagreb (Croácia).


Deixei de parte, com tristeza, Istambul porque as suas linhas férreas em Turquia estão a sofrer desde 2004 uma mudança e como tal tem de ser feita uma viagem de autocarro e carro desde Halkali até Istambul. E se depois desejasse continuar até Ancara a solução seria apanhar um autocarro de Istambul até Pendik onde apanharia o comboio. Esta modernização implicou o encerramento da Estação Sirkeci desde Março de 2013.  A construção do túnel Marmaray tem sofrido constantes percalços, mas tem, actualmente, a data prevista de conclusão para finais deste ano.

O Expresso do Oriente (Paris-Viena-Budapeste-Bucareste-Istambul) esteve sempre fora de questão porque deixou de existir, passados 126 anos, em 12 de Dezembro de 2009.


Fim de parêntese. Nesta altura já teria passado por Espanha, França, Itália, Eslovénia (estação de  Ljubljana) e estaria na Croácia. Teria percorrido até então 3.103,20 km em dois dias.

E seria, aqui, em Zagreb que poderia optar por ir até Moscovo para viajar no ainda funcional Expresso Transiberiano ou escolher uma viagem e uma paisagem menos agreste.

A escolher a primeira opção iria até Moscovo e percorrer ainda um total de 2.354,20 km, passando por Budapeste (Hungria) e Kiev (Ucrânia). Em Moscovo iria, então, por apenas 180,00€ , viajar na linha transiberiana, que continua a ser expandida, a bordo do Expresso Transiberiano (neste caso o Rossiya Trans-Siberian Train), num percurso até à cidade de Vladivostok. O mesmo trajecto feito por Paul Theroux narrado no livro “Comboio-Fantasma para o Oriente”. Seria uma viajem de 7 dias e de 9289,0 km

Teria no total viajado 14.750,90 km em 10 dias e despendido a quantia de 755,00€. 


1ª imagem retirada da wikipedia: a estação inicial da via férrea Transiberiana em Moscovo.
2ª imagem retirada do site The Real Russia: Rossiya, the Trans-Siberian railway, Russia

sul profundo

19 Nov
19.11.2018

Outra obra memorável de Paul Theroux, muito mais “profunda” do que qualquer outro seu livro de viagem.

Um retrato sublime de uma parte dos EUA, muitas vezes convenientemente esquecida.

Aqui se fala de lugares, mas acima de tudo de pessoas – excelente!


edição Quetzal

01 Nov
01.11.2018 Lembrei-me de Almeida Garrett, viajante e pensador português de meados do século XIX. Uma inspiração para mim, Garrett fizera uma viagem pelo seu próprio país, narrada em Viagens na Minha Terra, e constatando a pobreza, formulara uma questão: «E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico.»
Sul Profundo de Paul Theroux (página 149)

o velho expresso da patagónia de paul theroux

05 Dez
05.12.2017

Depois de ter lido “Comboio-Fantasma Para o Oriente” iniciei hoje a leitura do livro “O Velho Expresso da Patagónia” de Paul Theroux – ainda na página 28 e já estou deslumbrado.

Este Paul Theroux é excelente.

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