Tag Archive for: violência

a fome de alma katsu

13 Ago
13.08.2019

Um relato tenso e fascinante sobre a trágica expedição no Oeste americano que levou a um dos maiores desastres da história da América Tamsen Donner deve ser uma bruxa. É a única explicação para a série de azares que têm afetado a caravana Donner, que se arrasta pelas áridas extensões do Oeste americano. Falta de comida, violência e a morte misteriosa de uma criança levam os pioneiros à beira da loucura. Pior: não se conseguem libertar da sensação de que alguém — ou algo — os está a perseguir. E quando membros da expedição começam a desaparecer, todos os vestígios de sanidade e civismo se perdem. Baseado em factos verídicos, esta é a saga de 90 homens, mulheres e crianças que sofreram um dos maiores desastres da exploração do Oeste americano. Foram apenas as circunstâncias do acaso ou algo desesperado, doente e esfomeado causou a ruína de todos?

Wook

Uma leitura muito viciante. Um livro que diverte – verdadeiro page-turner.

a vida feliz de elena varvello

05 Ago
05.08.2019

Isto diz tudo:

Uma história que comprime muitos temas e géneros, da violência sobre as mulheres à doença mental, do romance de formação ao livro de suspense – sobre os fantasmas que se materializam ainda, muitos anos depois, quando tudo já acabou

Corriere della Sera

… uma leitura estimulante.

estação das chuvas de josé eduardo agualusa

24 Jul
24.07.2019

Biografia romanceada de Lídia do Carmo Ferreira, poetisa e historiadora angolana, misteriosamente desaparecida em Luanda, em 1992, após o recomeço da guerra civil, transporta-nos desde o início do século até aos nossos dias através de um cenário violento e inquietante. Um jornalista (o narrador) tenta descobrir o que aconteceu a Lídia, reconstruindo o seu passado e recuperando a história proibida do movimento nacionalista angolano; pouco a pouco, enquanto a loucura se apropria do mundo, compreende que o destino de Lídia já não se distingue do seu.

Quetzal Editores

Obra dolorosa da José Eduardo Agualusa.

As diversas personagens do livro são apanhadas no turbilhão do movimento nacionalista angolano e acompanham a violência que ele produz. E se o objectivo do livro não é responder ao que origina a violência é fácil compreender que para uns é a sobrevivência, para outros a fuga de uma vida no inferno, para outros a família, a ganância e até a ilusão.

Estação das Chuvas perturba e choca o leitor. Mas a narração é bem equilibrada. Nos momentos em que o autor escreve sobre a vida de Lídia do Carmo Ferreira temos uma narrativa lúcida (poética). Quando narra episódios relacionados com a guerra civil é-nos apresentada realistamente a loucura da guerra e do ódio..

4 3 2 1 de paul auster

16 Out
16.10.2017

Entre muitas outras leituras fui lendo calmamente esta obra.

Antes de mais, 4 3 2 1, é um livro pesadão de 872 páginas, mas que se lê bem; muito bem até.
Archie Ferguson, a personagem principal, tem a sua vida desdobrada em quatro caminhos. São, assim, apresentadas quatro vidas de Archie, temperadas com sexo, solidão, amor(es), tristeza, alegria, que divergem umas das outras devido a pequenos acontecimentos e escolhas. Mas logo se percebe que as pequenas escolhas se transformam em grandes mudanças.

Para ajudar na distinção da vida dos quatro Archie os capítulos são numerados da seguinte forma:
Archie I
1.1, 2.1, 3.1, 4.1, 5.1, 6.1, 7.1 – Fica-se a saber que Archie morre num incêndio em Rochester enquanto dormia.
Achie II
1.2, 2.2 – Archie morre com o impacto de um ramo na sua cabeça.
Archie III
1.3, 2.3, 3.3, 4.3, 5.3, 6.3 – Archie morre atropelado em Londres.
Archie IV
1.4, 2.4, 3.4, 4.4, 5.4, 6.4, 7.4 – e aqui tudo fica explicado ou talvez não…

Assim 4 3 2 1 é, naturalmente, a contagem decrescente para a morte de Archibald Isaac Ferguson (Archie Ferguson).
E descobre-se que o livro tem vários livros dentro de si. Não é apenas quatro em um, mas acima de tudo um em quatro.

É uma obra de grande fôlego. Narra, não apenas as vidas dos Archie, mas consegue-o envolver perfeitamente nas convulsões sociais dos EUA: a contracultura, o movimento dos direitos civis, o Black Power, a guerra do Vietname,  e os movimentos pró e contra, a importância do SDS, a ocupação da Universidade Columbia, em Nova York por estudantes,  a revolta em Newark, Nova Jersey, o assassinato de Martin Luther King e a onda de violência que se seguiu.

4 3 2 1 fala de filmes e de livros com uma paixão desmedida, ah! e também de música. Uma maravilha.

É um livro que merece ser lido com calma.

“infecção” por scott sigler

22 Nov
22.11.2012

Até que gostei deste livro de Scott Sigler cheio de adrenalina, com uma narração sem pausas. É um livro onde a violência e o horror são excelentemente bem narrados; uma maravilha, talvez não indicado para pessoas sensíveis – talvez?

Combina horror, ficção cientifica.

Uma obra que recomendo para quem gosta de ler boas palavras. Irei comprar o livro Contagious, a sequela de “Infecção” e que presumo não ter sido publicado em Portugal.

a forca por joe abercrombie

11 Jul
11.07.2012

Como defenderá alguém uma cidade rodeada por inimigos e infestada de traidores, quando os seus aliados não merecem confiança e o seu antecessor desapareceu sem deixar rasto? Bastará para fazer um torturador sentir vontade de fugir (mesmo que conseguisse caminhar sem bengala) e o inquisidor Glokta precisará de encontrar as respostas antes que o exército gurkês lhe bata aos portões. Os nortenhos passaram a fronteira de Angland e espalham fogo e morte pelo território gelado. O príncipe Ladisla pretende rechaçá-los e cobrir-se de glória eterna. Há apenas um problema: ele comanda o exército com o pior armamento, a pior preparação e a pior liderança em todo o mundo. E Bayaz, Primeiro dos Magos, lidera um grupo de aventureiros arrojados numa missão pelas ruínas do passado. A mulher mais odiada do Sul, o homem mais temido do Norte e o rapaz mais egoísta da União poderão ser estranhos companheiros de viagem, mas, se conseguissem deixar de se odiar, seriam também companheiros potencialmente letais. Segredos ancestrais serão expostos. Batalhas sangrentas serão ganhas e perdidas. Inimigos declarados serão perdoados… mas não antes da forca.

Edições Asa

A Forca, segundo volume da trilogia “A Primeira Lei”, por Joe Abercrombie é uma leitura sólida. Não há surpresas, e como tal é lida sem sobressaltos. Se o uso de capítulos intercalados, que nos obrigam a perceber as aventuras de várias personagens ao mesmo tempo, para forçar a leitura, é um método poderosamente condicionante, e que na “Lâmina” foi uma mais valia, o ponto alto da narrativa aconteceu, mesmo, quando personagens aparentemente sem nada em comum se encontram, n’A Forca, isto, aborreceu-me um pouco.

Tirando as cenas de cariz sexual, fracas e quanto a mim descontextualizadas, o resto do livro vale por ser mais do mesmo: violência, magia, mais violência, linguagem sem papas-na-língua e violência, e traição.

dedo violentador

08 Fev
08.02.2012

Imagem de grande violência!

a lâmina

14 Ago
14.08.2011

“A Lâmina” (“The Blade Itself”) de Joe Abercrombie é outra das ofertas que tive pelos meus anos.
Agradeço a excelente edição em português, inserida na colecção 1001 Mundos, do primeiro livro da trilogia “A Primeira Lei”; os restantes dois livros já foram editados em inglês:

  • “Before They Are Hanged” (2007)
  • “Last Argument of Kings” (2008)

“A Lâmina” dá-nos uma leitura compulsiva e uma história muito bem contada (a narração das cenas de luta são um must e o que se passa na cabeça das personagens é outro dos aspectos da obra que a apimentam) – é um livro que recomendo sem efeitos secundários.

“A Lâmina” tem traição, personagens fascinantes (ambíguas, com uma moral catavento), violência, magia e até romance, mais violência, linguagem sem papas-na-língua e violência; é um livro de estreia bom como o caraças.

Se a edição em português das duas obras restantes demorar vou ter de petiscar as edições inglesas.

um afago

02 Abr
02.04.2008

afaguei-lhe o corpo com violência…
mordi-lhe a orelha…
ofereci-lhe um abraço…
despedia com uma ferradela no cachaço…

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